A arca eterna: Fernando Pessoa e a Posteridade
A monumental presença de Fernando Pessoa, no plano editorial e público, constitui um mecanismo autónomo ativado após a sua morte, tendo como centro a célebre arca onde deixou milhares de inéditos que ainda hoje continuam a ser publicados em todo o mundo.
No entanto, podemos questionar-nos se o autor dos heterónimos, que reiteradamente refletiu e escreveu sobre os conceitos de imortalidade, posteridade e celebridade, teve e continua a ter uma palavra ativa neste processo plural de construção literária e pós-literária.
O espólio de Pessoa, simbolizado na figura da arca, parece ser um arquivo infinito, uma nova forma de existência que chega mesmo a diluir as fronteiras entre vida e morte. Daí que A arca eterna – Fernando Pessoa e a posteridade seja uma exposição múltipla e dinâmica, à semelhança da própria obra do autor, em que o visitante poderá construir, a partir dos materiais expostos, a sua própria seleção portátil de textos e imagens.
Patente de 27 NOV’25 a 6 DEZ’26
Curadoria: Antonio Sáez Delgado
Design Expositivo: Ilhas Studio
Sobre Antonio Sáez Delgado
Antonio Sáez Delgado é professor catedrático da Universidade de Évora, onde é responsável pela Cátedra de Estudos Ibéricos e investigador do CIDEHUS. É especialista nas relações literárias entre Portugal e Espanha nas épocas moderna e contemporânea, e tradutor para espanhol de autores como Fernando Pessoa, José Saramago, António Lobo Antunes ou Lídia Jorge, entre outros. É colaborador habitual de Babelia, suplemento cultural do jornal El País, e diretor da Suroeste. Revista de literaturas ibéricas. Em 2008 recebeu o prémio Giovanni Pontiero de tradução e em 2014 o prémio Eduardo Lourenço.
Esta exposição tem o apoio da Fundação "la Caixa", em colaboração com o BPI.
