Ricardo Reis
Vive sem horas. Quanto mede pesa,
E quanto pensas mede.
Num fluido incerto nexo, como o rio
Cujas ondas são ele,
Assim teus dias vê, e se te vires
Passar, como a outrem, cala.
8-9-1932
Ricardo Reis,
Poesia, edição Manuela Parreira da Silva. Lisboa: Assírio & Alvim, 2000, p. 128.